[Resenha] Extermínio 2

Eu sei que era para esse post sair na sequência da resenha de Extermínio, mas... é, atrasou.

(contém spoillers nada leves - não consegui evitar)

Como eu assisti a Extermínio 2 logo na sequência do primeiro filme, deu para perceber melhor as diferenças gritantes entre os dois filmes. Sabe aquela velha afirmação de que a sequência é sempre pior que o primeiro filme? Pois é, Extermínio 2 confirma isso com honras.

O filme É ruim de doer. O roteiro é fraco, cheio de furos, pontas soltas e com tanto personagem burro que você chega no final querendo que todo mundo morra de uma vez. Aliás, nenhum personagem é desenvolvido o suficiente para que você se conecte e torça por eles.

Logo no começo, voltamos um pouco no tempo e vemos um grupo de pessoas escondidas em uma casa no meio do caos que a Grã-Bretanha se transformou. Conhecemos (o que pensamos ser) o protagonista da vez, Don e sua esposa Alice, cujos filhos estavam em uma excursão no exterior quando a epidemia começou. Após socorrer um garoto eles são atacados por infectados, mas ao invés de todo mundo seguir um plano de fuga (que fica evidente eles terem planejado com antecedência), sai cada um correndo para um lado diferente, como o garoto recém chegado escada acima, Alice atrás dele, Don atrás da Alice e infectados atrás de todo mundo.

Há muito sangue e gosma em cenas de violência gratuita ("ah, mas tem que mostrar que infectados são violentos bla bla bla" - o primeiro filme conseguiu fazer isso sem ter que recorrer a tanta carnificina). Todo mundo começa a morrer e Don abandona a esposa no quarto cheio de infectados, fugindo sozinho pelo telhado.

Aí o tempo passa, ficamos sabendo que seis meses depois todos os infectados morreram de fome, a Grã-Bretanha foi considerada "segura" de novo (!) e o exército americano estava comandando a reconstrução e recolocação dos moradores que já começavam a voltar para a ilha. Entre eles, os dois filhos de Don, que está vivo e bem, trabalhando de zelador na nova cidade, mentindo para os filhos sobre a morte da mãe (que feio, Don). Querendo ter alguma lembrança da mãe, os dois então vão até a antiga casa deles, que fica dentro da zona de quarentena, e lá encontram a própria, viva e ... não muito bem.

Já de volta à base militar, ficamos sabendo que Alice está infectada, mas não desenvolveu a doença. A médica da base, Scarlet, se anima com a possibilidade de desenvolver uma vacina, mas não. Dá tudo errado. Don se infecta quando invade a área restrita da base militar (com um crachá de zelador, vejam só) e beija a esposa (ela ainda possuía o vírus no sangue e na saliva). E a partir daí o que temos é só um festival de mortes horríveis e nojentas, muito sangue, tiros e fugas sem fim.

De protagonista, Don é relocado para o posto de monstro-que-persegue-as-vítimas-até-o-fim. As vítimas, no caso, são seus filhos, que por talvez terem a mesma imunidade que a mãe deles são protegidos pela médica da base militar e um dos soldados que numa crise de consciência não quis mais atirar nos civis, quando tudo saiu do controle. E tudo o que os personagens fazem o resto do filme é fugir, enquanto mais cenas nojentas se desenrolam ao redor. No fim, a informação da possível imunidade que as crianças possam ter, e que parecia ser tão vital, se perde. E você fica lá com uma imensa interrogação na cara porque nada leva a lugar nenhum naquele filme.

E finalmente se chega àquele final, dando margem a possíveis continuações. Que eu espero que, caso saim algum dia, sejam melhores que essa.



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