Fanfic CDZ - Prólogo (nem tão prólogo assim...)

Um vento quase constante soprava entre as ruínas de um antigo templo egípcio. Com a lua em quarto crescente a visibilidade não era boa e as tênues sombras lançadas pelos pilares e estátuas tornavam aquele um lugar amedrontador. Chacais passeavam por ali e às vezes podia-se ouvir rosnados e ganidos dos animais, provavelmente brigando por alguma ave morta. Exceto por esses sons ocasionais, o velho templo de Anúbis estava completamente silencioso. Mas não vazio.

Esgueirando-se nas sombras, um rapaz caminhava com cuidado, tentando não produzir nenhum ruído com as suas sandálias. Olhava para todos os lados, se esforçando para enxergar naquela parca claridade ao mesmo tempo que mantinha todos os sentidos alertas para qualquer indício de outra presença ali. Quando entrou no meio das ruínas, Hori perseguia alguém. Agora ele não tinha certeza se ainda caçava ou se agora era caçado.

O vento frio o fazia tremer e não adiantava ficar atrás de algum pilar ou estátua, parecia que o vento soprava de todas as direções, convergindo sobre seu corpo desprotegido. Hori deixara para trás a parte de cima de sua túnica, temendo que os chacais fossem atraídos pelo cheiro do sangue... o sangue dos seus dois companheiros, seu amigos... eles estavam mortos.

"Malditos egípcios!"- ele pensou, caminhando rapidamente para outra coluna.- "Malditos sejam! Vou pegar o desgraçado que matou meus amigos e então volto para a Grécia!"

Se esgueirou para trás do que outrora fora uma parede. Olhou rapidamente em todas as direções, pensou Ter ouvido um barulho.

"Que droga!"- Hori exclamou mentalmente, observando dois vultos andarem em sua direção. Eram dois chacais grandes e pareciam ferozes. Um deles babava enquanto rosnava e parecia prestes a atacar.

Hori se desencostou da parede pronto para enfrentar os animais, Primeiro iria paralisá-los com sua técnica e então os mataria silenciosamente. Deu outro passo a frente e se preparou... entretanto ele jamais soube o que o atingiu quando sentiu aquela dor aguda em sua nuca. Tombou lentamente para a frente e, ao tocar o chão, já estava morto.

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